SEU LIVRO DE VIDA
Quase tudo o que você quer saber
sobre Astrologia da Alma e do Auto-Conhecimento
Em 22 Capítulos/Volumes
© 2008 Janine Milward
Capítulo 14
Quíron,
Curador Ferido e
Mestre dos mestres,
Ponte entre os Luminares e Planetas Pessoais e Sociais ....
e os Planetas Transpessoais
e seus Ciclos
Mestre dos mestres,
Ponte entre os Luminares e Planetas Pessoais e Sociais ....
e os Planetas Transpessoais
e seus Ciclos

F15.1 KHEIRON & AKHILLEUS
Museum Collection: Museo Archeologico Nazionale di Napoli, Naples, ItalyCatalogue Number: TBA Type: Fresco, Imperial Roman IV Style Context: Herculaneum, Basilica Date: ca 65 -79 AD Period: Imperial Roman SUMMARY Kheiron instructs the boy Akhilleus in the playing of the lyre. The kentauros (centaur) rests on his equine haunch. He wears an animal skin cloak and a wreath of laurel. |
K15.3 KHEIRON & AKHILLEUS
Museum Collection: Musée du Louvre,Paris, France Catalogue Number: Louvre G3 Beazley Archive Number: 200435 Ware: Attic Red Figure Shape: Amphora Painter: Attributed to Oltos Date: ca 520 BC Period: Late Archaic
SUMMARY
Side: The kentauros (centaur) Kheiron holds the boy Akhilleus in one hand. In the other he grasps a branch hung with a hare, the fruit of the hunt. He is depicted clothed and with the forelegs of a man, unlike the Kentauroi in art.Neck: Nereides with fish (see other image) |
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Do Caos ao Cosmos
GAIA, URANO E SATURNO
O texto abaixo é sintetizado por Janine Milward
e extraído de alguns Fascículos da antiga coleção Mitologia,
publicada pela Abril Cultural, ainda na década de 1960.
“No começo era o Caos”, conta o poeta Hesíodo.
O Caos torna-se Cosmos.
De repente, surge a primeira realidade sólida: Gaia, a Terra.
Gaia deu ao Caos um sentido: limitou-o, instalou nele o chão, o palco da maravilha e da miséria da vida. Restava ainda um espaço vazio, sobre Gaia. Para preenchê-lo, ela “criou um ser igual a si mesma, capaz de cobri-la inteira”.
Gaia Criou, sozinha, Urano, o Céu Estrelado.
NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring
Gaia deu ao Caos um sentido: limitou-o, instalou nele o chão, o palco da maravilha e da miséria da vida. Restava ainda um espaço vazio, sobre Gaia. Para preenchê-lo, ela “criou um ser igual a si mesma, capaz de cobri-la inteira”.
Gaia Criou, sozinha, Urano, o Céu Estrelado.
Gaia uniu-se a Urano, seu primogênito e apaixonado amante, gerando com ele muitos e muitos filhos.
NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring
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Elementos devastadores, os primeiros filhos de Gaia fazem os vulcões entrarem em erupção, e criam terremotos, tempestades e furacões. No entanto, Urano, pai e irmão dessas forças, revolta-se contra elas e as atira no Tártaro, uma das regiões do Erebo subterrâneo. Mas Gaia, mãe-Terra, liberta seus filhos - porque é a própria Natureza e não pode impedir que os fenômenos naturais sigam seus próprios cursos.
Entra em cena Cronos, Saturno, filho de Gaia e de Urano, que se revolta contra seu pai que não pára de fecundar sua mãe, incessantemente. E também Cronos, Saturno, revolta-se contra seus outros irmãos que estão sempre devastando a Terra.
Para que Urano não continue fecundando sua mãe e trazendo mais e mais filhos, Cronos, Saturno, corta os testículos de seu pai, castra-o, lhe traz o limite da criação e da procriação, usando uma foice. Ao cair sobre a Terra, o sangue de Urano gerou as Eríneas (símbolos da culpa de Cronos, Saturno) , os Gigantes e as Melíades, ninfas das Arvores. Ao caírem no mar, os testículos do deus formam uma branca espuma da qual nasce Afrodite, Vênus, a deusa do amor e da beleza.
Juntamente com Rea, Cibele, sua esposa e irmã, Saturno estabelece um reinado que se assemelha à era pré-consciente da humanidade. Nesse período, o Tempo ainda está cego. A vida não compreende a si mesma, e parece mais um simples fervilhar de elementos confusos do que propriamente uma evolução.
Cronos é insaciável; o Tempo devora tudo: seres, momentos, destinos, sem piedade, sem apego ao que passou. O que importa é construir o futuro. Porém, Cronos, Saturno, teme que lhe aconteça a mesma coisa que fez acontecer ao seu pai, o fato de ser destronado por um dos seus filhos. Aliás, sua mãe-Terra, Gaia, já lhe havia profetizado essa verdade. E por isso mesmo, Saturno vai devorando cada um dos seus filhos, ao nascerem.
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Quadro de Francisco Goya |
Apenas um dos filhosde Saturno, o Tempo, escapou-lhe à voracidade
e o destronou do centro do mundo:
Zeus, Júpiter, o poderoso deus dos deuses.
Rea, Cibele deu à luz seu filho Júpiter numa distante caverna e entregou-o para ser cuidado por Gaia enquanto voltava ao lar e entregava a Cronos uma pedra embrulhada por um pano, como se fosse o filho recém-nascido. Cronos, Saturno, rapidamente engoliu a pedra. Rea havia salvado seus filhos mas ao mesmo tempo havia selado a profecia: em dia próximo, o ultimo filho de Cronos tomaria das armas para encerrar o sombrio reinado de sangue. E para sempre se instalaria no mundo.
Júpiter, ao crescer, aliou-se aos irmãos e aos monstros, e destronou Saturno, Cronos, venceu os Titãs e os Gigantes. Com a tríplice vitória, firmou-se como senhor absoluto do mundo e encerrou o ciclo das divindades tenebrosas, das forças desordenadas, que como Cronos - o Tempo - tudo corrompem e destroem. É a vitória da Ordem e da Razão sobre os instintos e as emoções desenfreadas.
Quando Júpiter destronou seu pai, entregou-lhe uma poção mágica que fez com que Saturno vomitasse todos os filhos que havia engolido, um a um.
Reunidos os três irmãos, Júpiter, Netuno e Plutão, tramaram então um plano para destituir do poder o pai temível. Armas lhes foram fabricadas: a Júpiter, couberam o raio e o trovão. Para Plutão, coube o capacete que o tornava invisível. Para Netuno, coube o poderoso tridente, a cujo toque terra e mar estremeciam desde as profundezas.
Reunidos os três irmãos, Júpiter, Netuno e Plutão, tramaram então um plano para destituir do poder o pai temível. Armas lhes foram fabricadas: a Júpiter, couberam o raio e o trovão. Para Plutão, coube o capacete que o tornava invisível. Para Netuno, coube o poderoso tridente, a cujo toque terra e mar estremeciam desde as profundezas.
Os vencedores reuniram-se e dividiram entre si o domínio do mundo, cada qual com seu quinhão de honraria: Netuno ganhou a soberania dos mares; Plutão assumiu o reino dos mortos. E Júpiter subiu ao Olimpo, para de lá comandar, altíssimo e absoluto, a terra e o céu, os homens e todos os demais deuses.
Filhos e Filhas
de Saturno
de Saturno
Júpiter
Júpiter é filho de Cronos e Rea, Saturno e Cibele. Saturno sabia que seria destronado por um dos seus filhos. E passou a engolir um a um, logo após seus nascimentos. Entretanto, sua mulher traçou um plano junto a Gaia, a Mãe-Terra: quando estava prestes a dar luz ao próximo rebento, ocultou-se em uma caverna e lá Júpiter veio ao mundo. Gaia recolheu o menino em seus braços e Cibele retornou ao lar e lá apanhou uma pedra, envolveu em panos e entregou a Saturno que, imediatamente, a devorou.
Cibele salvara seu filhos mas havia, ao mesmo tempo, selado a profecia: em dia próximo, o último filho de Cronos tomaria das armas para encerrar o sombrio reinado de sangue. E para sempre se instalaria no trono do mundo.
Ao crescer, Júpiter se aliou aos irmãos e aos monstros, destronou Saturno e venceu os Titãs e os Gigantes. Com a tríplice vitória, firmou-se como senhor absoluto do mundo e encerrou o ciclo de divindades tenebrosas, das forças desordenadas, que, como Cronos, o Tempo, a tudo corrompem e destroem. Sua vitória pode ser compreendida como a vitória da Ordem e da Razão sobre os instintos e as emoções desenfreadas. É Júpiter quem abre aos homens o caminho da razão e ensina-lhes que o verdadeiro conhecimento só é obtido a partir da dor. Mas não assiste impassível aos sofrimentos humanos, ao contrário, compadece-se... apenas não se deixa levar pelas emoções, pis é a imagem da justiça e da razão. Sabe que não pode intervir nas descobertas pessoais: cada qual tem de viver sozinho sua própria experiência. Limita-se a premiar os esforços honestos e a punir as impiedades.
Por todos esses atributos, Homero chamou-o de ‘pai dos deuses e dos homens’. Como rei, Júpiter comanda o Olimpo e os homens. Como rei e pai, Júpiter alcançou regiões imensas pois teve vários filhos e com várias mulheres e todos estes filhos espalharam-se mundo afora, tanto na terra, quanto nos mares e até nos mundos ínferos (como é o caso de Perséfone, filha que teve com Ceres e que foi raptada por Plutão, para ser sua esposa). As Graças, as Musas, as Horas, as Moiras, Apolo e Diana, Perseu, Hércules, Baco, Helena e Pólux... todos são seus filhos e alguns outros mais.
Netuno
http://pt.wikipedia.org/wiki/Neptuno_(planeta)
Quando Júpiter enfrentou seu pai, Saturno, deu-lhe para beber uma droga para convulsionar suas entranhas e fazê-lo vomitar os filhos que outrora havia devorado.
Reunidos os três irmãos - Poseidon, Hades e Zeus (Netuno, Plutão e Júpiter) -, tramaram um plano para destituir do poder o pai terrível e procuraram por aliados e ganharam armas: para Netuno, foi fabricado um poderoso tridente, a cujo toque terra e mar estremeciam desde as profundezas. Para Júpiter, os Ciclopes fabricaram o raio e o trovão. Para Plutão, o capacete que o tornava invisível. Munidos com armas e cercados de bons aliados, subjugaram Saturno e o encerraram nos mundos ínferos.
Repartiram, então, o universo entre si: Júpiter passou a reinar nos céus; Plutão tornou-se o senhor do mundo dos mortes e Netuno ganhou o domínio dos mares e o poder de controlar as águas e de provocar terremotos e maremotos, com seu poderoso tridente.
Netuno foi habitar seu palácio no fundo do mar Egeu mas sempre percorreu seu vasto domínio numa carruagem atrelada a velozes cavalos - e por isso também se tornou deus dos cavalos e dos touros.
Muitos amores marcaram o mito de Netuno e teve vários filhos, com diferentes mulheres. Com Ceres, a deusa da agricultura, teve Arião, cavalo veloz que serviu a Hércules; com Medusa, teve Pegasus, o cavalo alado; com Etra, teve Teseu, rei de Atena... e mais tantos outros filhos.
Plutão
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plut%C3%A3o
Mapa de Plutão gerado por computador a partir de imagens do Telescópio espacial Hubble.
Quando se anuncia a hora derradeira de vida de algum mortal, chegam as Moiras lhe anunciando seus instantes finais de vida. ao morrer, a alma desce ao fundo da terra, ao reino de Plutão, atravessando o rio na barca de Caronte. Existem o Tártaro, suplício eterno dos maus, e os Campos Elísisos, eterno prêmio dos justos... e existe um tribunal que decidirá o rumo da alma: Minos, Eaco e Radamento. Plutão surge por último, pois é o juiz dos juízes, senhor da sombras e dos mortos, aquele que sempre pronuncia a palavra final. Plutão é invisível - conquistou esta possibilidade através o capacete que lhe foi dado pelos Ciclopes quando da guerra dos três irmãos para destronar o pai Saturno.
Raramente o deus Plutão interfere nos assuntos humanos ou olímpicos, porém, quando invocado, atua no sentido de auxiliar o cumprimento das vinganças, tornando eficazes as maldições. No entanto, ele também possui seu lado benéfico: propicia o desenvolvimento das sementes, enterradas nos limites de seus domínios e favorece a produtividade dos campos. Por esta razão, os romanos chamavam Plutão ‘aquele que dá a abundância’. Desta forma, pôde ser também visto de forma mais benéfica e associado como divindade agrícola - fundamentalmente através sua união com sua irmã, Ceres, a deusa da agricultura. Eram então celebrados os Mistérios de Eleusis, ritos comemorativos da fertilidade, das colheitas e das estações.
Em uma de suas raras viagens à superfície da terra, Plutão deparou com a luminosa formosura de Perséfone (Core, Proserpina) e dela se enamorou. Mas, como ao jovem não lhe correspondesse ao afeto, para fazê-la sua esposa o deus raptou-a. Da união sem amor, nenhum filho nasceu. Plutão não teve filhos.
Juno
Juno é filha de Saturno e Cibele. Sua mãe salvou-a da fúria de Saturno que queria devorar todos seus filhos. Juno cresceu distante dos pais e solitária. Um dia, após ter derrotado seu pai, Saturno, Júpiter, irmão de Juno, encontrou-a e por ela se apaixonou. Como Juno o recusara, transformou-se em cuco, pássaro triste e foi consolado por Juno, em seu peito quente. Quando Juno percebeu, havido sido violentada por seu irmão, Júpiter. Para reparar sua falta, Júpiter então, desposou-a.
Bela e majestosa rainha do Olimpo, a severa esposa de Júpiter era tida, pelos antigos gregos, como modelo de fidelidade conjugal. Nenhuma aventura amorosa consta nas lendas a seu respeito. Porém, também as lendas contam que Juno tem um caráter rancoroso e ciumento, particularmente no que se refere às suas questões domésticas e familiares. Aliás, sempre Júpiter lhe escapava do controle cerrado e buscava por outras farras amorosas...
Com Júpiter, Juno teve quatro filhos: Vulcano, personificação do fogo (algumas lendas dizem que Juno teria gerado Vulcano apenas por si mesma, sem a participação nem o conhecimento de seu marido); Marte, deus da guerra; Ilítia, deusa da maternidade e protetora das mulheres na hora do parto; e Hebe, representação divina da juventude eterna. Tifão, no entanto, terrível monstro, também foi gerado por Juno com o auxilio da Mãe-Terra, Gaia, sem a presença de Júpiter.
Ceres
Ceres é filha de Saturno e de Cibele. Todas as lendas sobre Deméter (Ceres) referem-se a seu caráter agrário, e, de forma poética, procuram explicar fenômenos e procedimentos ligados à cultura da terra.
Sua união a Netuno mostrou que este, para seduzi-la, transformou-se em cavalo, e isso representa a seqüência das tarefas de arar e semear o campo: o cavalo - consagrado a Netuno - puxa o arado e prepara o solo para receber os grãos distribuídos por Ceres.
Ceres teve uma filha, Core, Prosérpina, Perséfone, com Júpiter, seu irmão. Perséfone simboliza os grãos. Ao concebe-la, a deusa assume duplamente o papel de mãe: é a mulher como tal que dá a luz uma criatura e dela cuida com carinho, e ao mesmo tempo, é a terra que agasalha e fertiliza a semente. Nos tempos mais primitivos da civilização helênica, enquanto os homens se dedicavam à caça, à pesca e às armas, as mulheres cuidavam do lar e dos campos. Isso explica o fato de ser uma deusa, e não um deus, que protege as plantações com carinho maternal.
Deusa da colheita e da fertilidade, Ceres ajuda os mortais a cultivar a terra, fixando as populações nômades, ensinando, organizando, atrelando os animais, arando o solo, semeando, cuidando das plantações, colhendo, debulhando, armazenando, moendo os grãos, transformando-os em farinha e fazendo o pão.
Antes de frutificar para transformar-se em alimento, o grão é mergulhado nos sulcos da terra - tal como Core, filha de Ceres, raptada por Plutão e levada para as profundezas do mundo dos reinos ínferos. Durante a ausência da filha, Ceres abandona os homens e refugia-se no santuário erguido em sua honra, em Eleusis. Júpiter estabelece um acordo entre Plutão e Ceres, quanto à posse de Core: um terço do ano, ela viveria nos Infernos, um terço com a mãe na terra e o restante no Olimpo. Sua estadia nos Infernos corresponde ao inverno, sua volta, representa a primavera.
De um conteúdo agrário elementar, esse culto evoluiu para significações mais profundas, ligadas ao ciclo da vida e da morte, dentro de uma interação entre homens e vegetais. A terra alimenta o grão, que alimenta o homem, que, ao ser enterrado, após a morte, alimenta o grão, que alimenta outro homem, num ciclo ininterrupto. Nada morre, mas tudo renasce, através da terra. Mais tarde, esse renascimento passou a ser compreendido como transmigração das almas (metempsicose): as almas retornam ao mundo dos vivos para, através de novas experiências, alcançar a purificação.
Vesta
Filha de Saturno e Cibele, Héstia (Vesta) é a preservadora da castidade. Os homens honram-na. Oferecem-lhe sacrifícios. Oram para que lhes proteja a família e o lar. E ela, que nunca teve família nem lar, atende suas preces. Toda a sua vida fôra feita de castidade: ela fizera voto de manter-se pura e solitária. Jamais oferecera de si o corpo, a alma, o riso ou a compaixão.
Em todas as casas, em todos os Estados, no cerce de todas as instituições, Vesta, a casta deusa, jamais se corrompeu pela paixão.
Vesta é uma divindade do fogo - como Vulcano, o deus artesão, ou o titã Prometeu. Mas ela possui um aspecto particular: enquanto Vulcano representa o fogo indomado, o elemento ígneo em suas manifestações subterrâneas, e Prometeu, o fogo de que o homem se apoderou como condição de autonomia, Vesta é o fogo domestico, o fogo da lareira, que fornce calor e cozinha os alimentos, que aconchega e fortalece a unidade familiar. A própria palavra ‘Hestia’ é a tradução clara desse sentido funcional do fogo: quer dizer ‘lar’ (lareira). Simboliza o conceito da moradia estável, lugar para onde convergem todos os membros de um clã e onde os deuses protetoras fizeram sua sede.
Vesta não protege apenas o lar individual mas também a cidade (o lar comum) cujo fogo sagrado é conservado cuidadosamente. No altar da deusa, ardia o fogo sagrado.
O Colégio das Vestais - já dentro do mito romano -, compunha-se, inicialmente, de quatro mulheres que tinham papel muito destacado na vida romana e gozavam de excepcional prestígio. Faziam rigoroso voto de castidade. A função principal dessas sacerdotisas era manter aceso o fogo sagrado, símbolo da constante proteção divina ao Estado.
Quíron
(filho de Saturno com a ninfa Filira)
Saturno, para fugir do controle de sua esposa, Cibele, metamorfoseia-se em um cavalo para encontrar-se com Filira, uma ninfa, formosa filha de Oceano. Dessa união, nasce uma criança meio humana, meio cavalo, que recebe o nome de Quírão ou Quíron.
Desejando fugir daquela imagem horrenda, Filira pede aos deuses que a transformem em uma árvore e é atendida em seus apelos. É uma tília, árvore gigantesca que servirá de sombra a todos aqueles que precisarem de repouso e de abrigo e que se encherá de flores perfumadas e delicadas, na primavera.
Existem duas versões para o mito de Quíron em relação ao posicionamento de Saturno: em uma versão, Saturno decide que seu filho Centauro não será violento nem ignorante - como o resto de sua espécie; bem ao contrário, será inteligente, sábio, gentil e virtuoso. Saturno estaria atuando, na verdade, não somente como pai de Quíron como também seu educador, seu mestre.
Em outra versão, Saturno teria abandonado seu filho à própria sorte e Júpiter, condoído, teria entregue a criança aos cuidados de Apolo e de Minerva que lhe teriam dado uma educação excelente.
A verdade é que Quíron se tornou um verdadeiro sábio e até ele foram enviados os filhos dos reis e príncipes de vários países. Quíron foi morar no Monte Pélion, ao lado do monte Olimpo e lá casou-se e teve uma filha.
O texto acima é sintetizado por Janine
e extraído de alguns Fascículos da antiga coleção Mitologia,
publicada pela Abril Cultural, ainda na década de 1960.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Qu%C3%ADron#/media/File:Achilles_Chiron_sarcophagus_Terme.jpg
detail from a sarcophagus. White marble, 2nd half of the 3rd century CE. From the Via Casilina in Torraccia.
Quíron (em grego: Χείρων, transl. Kheíron, "mão"[Nota 1]), na mitologia grega, era um centauro, considerado superior por seus próprios pares. Ao contrário do resto dos centauros que, como os sátiros, eram notórios por serem bebedores contumazes e indisciplinados, delinqüentes sem cultura e propensos à violência quando ébrios, Quíron era inteligente, civilizado e bondoso,[1] e célebre por seu conhecimento e habilidade com a medicina.
Família
De acordo com um mito arcaico[2] foi criado por Cronos (Saturno, para os romanos), que, depois de ter assumido a forma de um cavalo para se esconder de sua esposa, Reia, engravidou a ninfa Filira.[3] A linhagem de Quíron também era diferente dos outros centauros, que eram filhos do Sol e das nuvens de chuva; os gregos do período clássico consideravam-nos frutos da união entre o rei Íxion, atado permanentemente a um disco de fogo no Tártaro, e Nefele ("nuvem"), que Zeus teria criado à forma e semelhança de Hera.
Vida
Abandonado, Quíron foi encontrado por Apolo, que o criou como pai adotivo e lhe ensinou todos os seus conhecimentos: artes, música, poesia, ética, filosofia, artes divinatórias e profecias, terapias curativas e ciência. Tradicionalmente habitava o Monte Pelião. Ali se casou com Cariclo, também uma ninfa, que lhe deu três filhas: Hipe (Melanipe ou Euípe), Endeis e Ocírroe, além de um filho, Caristo. Grande curandeiro, astrólogo e um respeitado oráculo, Quíron era tido como o último dos centauros, e altamente reverenciado como professor e tutor. Entre seus pupilos estavam diversos heróis, como Asclépio, Aristeu, Ajax, Enéas, Actéon, Ceneu, Teseu, Aquiles, Jasão, Peleu, Télamon, Héracles, Oileu, Fênix, e em algumas versões do mito, Dioniso.
Morte
Sua nobreza também se reflete na história que narra sua morte: Quíron teria sacrificado sua vida, permitindo assim que a humanidade obtivesse o uso do fogo. Isto ocorreu durante a visita de Hercúles à caverna de Folo, no Monte Pélion, na Tessália, enquanto visitava seu amigo, durante o quarto de seus doze trabalhos, no qual derrotou o Javali de Erimanto. Enquanto estavam fazendo uma refeição, Héracles pediu vinho, para acompanhar a comida. Folo, que comia sua comida crua, estranhou. Ele havia recebido do deus Dioniso uma jarra de um vinho sagrado anteriormente, que deveria ser conservado para o resto dos centauros até que fosse a hora certa de ser aberto. Diante do pedido de Héracles, Folo sentiu-se constrangido em oferecer o vinho santo. O herói o agarrou de suas mãos e o abriu, deixando que seus vapores e aromas saíssem da garrafa e intoxicassem os centauros, liderados por Nesso, que estavam reunidos do lado de fora da caverna e passaram imediatamente a arremessar pedras e galhos. Héracles disparou diversas flechas envenenadas contra eles, para afastá-los. Uma delas atingiu Quíron na coxa. Já Folo saiu do fundo da caverna, onde havia se refugiado, para observar a destruição, e, ao puxar uma das flechas do corpo de um dos centauros, perguntou-se como podia uma coisa tão pequena causar tanta morte e destruição. Ao dizer isso, deixou a flecha cair de sua mão sobre o seu casco, o que o matou instantaneamente.
A flecha não matou Quíron, pois, sendo filho de um titã, era imortal, porém provocou-lhe dores terríveis e incessantes. Coube assim a Héracles fazer um acordo com Zeus, trocando a imortalidade de Quíron pela vida de Prometeu, que roubara o fogo dos deuses e o dera aos homens e, por isso, fora condenado a padecer eternamente, amarrado a um rochedo enquanto um pássaro devorava seu fígado, que voltava a crescer no dia seguinte. Zeus, que afirmara que só o libertaria se um imortal abrisse mão de sua imortalidade e fosse para o Hades, o reino dos mortos, em seu lugar, concordou, liberando Quíron de seu sofrimento, para morrer tranquilamente. O deus o homenageou, colocando-o no céu como a constelação que chamamos de Sagitário (do latim sagitta, "flecha").
Quíron salvou a vida de Peleu quando Acasto tentou matá-lo, roubando sua espada e deixando-o dentro de uma mata, para ser morto pelos centauros. Quíron teria retornado a espada a Peleu. Algumas fontes especulam que Quíron seria originalmente um deus exclusivo da Tessália, posteriormente absorvido pelo panteão grego na forma de um centauro.
Discípulos de Quíron
- Aquiles - quando sua mãe, Tétis, abandonou seu lar e retornou às nereidas, Peleu trouxe seu filho Aquiles para Quíron, que o recebeu como discípulo e o alimentou com as entranhas de leões e javalis, e o tutano de lobas.
- Actéon - criado por Quíron para ser um caçador, celebrizou-se por sua morte terrível: depois de ter sido transformado em um cervo pela deusa Ártemis, foi devorado por seus próprios cães que haviam entrado na caverna de Quíron procurando por seu dono.
- Aristeu - teriam sido as Musas que, de acordo com algumas versões da lenda, teriam ensinado a Aristeu as artes da cura e da profecia. Aristeu descobriu o mel e as azeitonas. Após a morte de seu filho, Actéon, migrou para a Sardenha.
- Asclépio - a célebre medicina de Asclépio (Esculápio para os romanos) fundamentou-se nos ensinamentos de Quíron. Apolo matou a mãe de Asclépio, Corônis, enquanto esta ainda estava grávida, porém retirou a criança da pira funerária, entregando-a ao centauro, que a criou e lhe ensinou as artes da cura e da caça.
- Jasão, o célebre capitão dos argonautas - seu pai, Esão, entregou-o a Quíron para que o criasse quando foi deposto pelo rei Pélias.
- Medeu - filho de Medeia com Jasão (ou, segundo alguns, Egeu), que deu o nome ao país dos medos, morto numa campanha militar contra os indianos.
- Pátroclo - seu pai deixou-o na caverna de Quíron para estudar, juntamente com Aquiles, os acordes da harpa, aprender a arremessar lanças e cavalgar.
- Peleu - pai de Aquiles, foi, certa vez, resgatado por Quíron: Acasto, filho de Pélias, purificou Peleu por ter matado, inadvertidamente, seu sogro, Êurites. A esposa de Acasto, no entanto, Astidâmia, apaixonou-se por Peleu; ao perceber que não era correspondida, passou a tramar contra ele, acusando-o, pelas costas, de tentar estuprá-la. Acasto, sem poder matar o homem que acabara de purificar, levou-o para uma caçada no Monte Pélion; à noite, quando Peleu adormeceu, abandonou-o e escondeu sua espada. Ao despertar, os centauros haviam cercado seu acampamento e o teriam matado não fosse a intervenção providencial de Quíron, que também lhe devolveu a espada após procurar e encontrá-la. Quíron promoveu então o casamento de Peleu com Tétis, criando Aquiles por ela. Também indicou a Peleu como conquistar a nereide que, sempre mudando sua forma, conseguia evitar que ele a capturasse. Em outras lendas, teria sido Proteu quem teria ajudado Peleu; quando este se casou com Tétis, ele teria recebido de Quíron uma lança de carvalho, que Aquiles levaria para a Guerra de Troia, para com ela curar Télefo, por lhe remover a ferrugem.
Com um abraço estrelado,
Janine Milward